11 de dezembro de 2023 por Clínica Uma

Ressonância Magnética e Esclerose Múltipla

Um dos exames mais procurados da nossa clínica é a ressonância magnética que, graças à alta complexidade de seu equipamento, consegue fazer um alinhamento magnético das células e gerar imagens bastante precisas de várias partes do corpo. 


 


Essa tecnologia permite aos médicos verificar diversos problemas de saúde como a presença de tumores benignos ou malignos, coágulos, traumas e doenças degenerativas ou autoimunes.


 


É um recurso fundamental para o diagnóstico da Esclerose Múltipla (EM), uma doença neurológica crônica e autoimune, que faz com que as células de defesa do organismo ataquem o próprio sistema nervoso central. 


 


A EM é conhecida também por ser uma doença desmielinizante, pois causa a inflamação da mielina, a membrana que envolve os neurônios. O resultado é uma série de lesões cerebrais e de medula que acarretam inúmeros sintomas. Entre eles:


 


- fraqueza e cansaço;


- dor ou queimação no rosto;


- alterações na visão (visão borrada, dupla, com manchas escuras, embaçamento e até perda);


- dormências ou formigamentos no corpo;


- dificuldade para andar, espasmos e rigidez muscular;


- falta de coordenação, tonturas e desequilíbrios;


- descontrole da bexiga e do intestino;


- problemas de memória, de atenção, de processamento das informações;


- alterações de humor, depressão e ansiedade.


 


Apesar dos grandes avanços da medicina, ainda não se sabe ao certo as causas da Esclerose Múltipla. Alguns estudos sugerem que a condição esteja relacionada a uma predisposição genética e a fatores externos como: deficiência de vitamina D, infecções virais na infância (principalmente a do vírus Epistein Baar), tabagismo e obesidade, entre outros.


 


A doença atinge geralmente pessoas de 20 e 40 anos de idade, em especial, as mulheres. De acordo com um levantamento da ABEM, a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, cerca de 40 mil pacientes possuem a condição no País.


 


Além de não ter cura, também não existe um protocolo de prevenção. Por isso é tão importante ficar atento aos sintomas, e procurar um médico regularmente para quem já tem histórico de EM na família.


 


Por outro lado, atualmente há uma gama de medicamentos e tratamentos disponíveis para atenuar as manifestações no organismo e reter a progressão da doença. Ações integrativas como alimentação saudável, controle de peso, exercícios físicos regulares e cuidados com a saúde mental, também contribuem – e muito – para a melhora da qualidade de vida de quem é diagnosticado com Esclerose Múltipla.

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